Reagrupar, recuperar, avançar!
A estrada de volta a Myratma parecia mais longa do que realmente era. Talvez fosse o cansaço. Talvez o veneno ainda correndo lento nas veias. Talvez o silêncio, pesado e denso, que acompanhava cada um deles após a noite de chuva, sangue e teias. As docas de Myratma os receberam com o cheiro familiar de sal, madeira úmida e segredos. Não havia tempo para orgulho ou formalidades. Ferimentos precisavam ser tratados, e rapidamente. Eles estavam acostumados, e o hábito os conduziu por caminhos pouco iluminados, entre armazéns esquecidos e vielas onde lanternas ousavam ficar acesas por pouco tempo. Ali, escondido entre duas construções inclinadas, havia um templo. Ou algo que tentava ser um templo. Símbolos toscos, mas honestos. E marujos e bêbados, buscando redenção, curas, ou um teto para a noite. Mas, para quem sabia procurar, e tinha algumas moedas sobrando, a sorte sempre abria algumas portas. Ali a porta chamava-se Konstanto. Magro, de sorriso enviesado e olhos que avaliavam ...